18 maio 2007

Sacrifício

Acho que não existe nada que eu admire tanto em um ser humano como a capacidade de se sacrificar por algo. Definitivamente não existe maior prova de amor. Mas o que realmente me é tocante, me leva às lágrimas, é quando uma pessoa sacrifica seu relacionamento quando ela própria ama o companheiro(a).

Essa música nova da Fergie (Big girls don't cry) fala exatamente sobre isso! A menina ama o rapaz, sabe que vai sentir saudade, mas precisa resolver um problema consigo mesma. Ela percebe o quanto a relação se desgastaria se continuassem insistindo. Eu adoro pessoas que sabem o que querem, e não insistem no que só traz dor.

É triste (e bonito) demais ver alguém deixar o comodismo e, mesmo sabendo que vai sofrer, levantar e mudar. Fico pensando no quanto eu mesmo já sofri no passado por ter esse medo de mudar. Quanto tempo eu perdi insistindo em algo que, claramente, não valia a pena. Não que eu não amasse o suficiente, mas às vezes, só amor não basta.

Por outro lado, penso na outra parte sofrendo. Na música da Fergie, o cara no avião indo embora p/ sua cidade natal. Sofrendo, sim, mas inteligente p/ entender que a única ação possível foi tomada, antes que fosse tarde demais. Acho que é até uma falta de respeito quando as pessoas não respeitam o sacrifício de alguém. Puxa, a pessoa sofre p/ mandar quem se ama ir embora! E aí a pessoa não vai! Fica insistindo, não percebe o tamanho do ato de amor que acabou de acontecer!

Hoje tô multimídia. Já falei da Fergie, agora vou falar de TV. Sempre pensei no Kevin, de Anos Incríveis. Quanta bobagem aquele moleque fazia! Quantas vezes ele DEVERIA ter chegado logo na Wendy (era isso, né?) e se declarado! Mas não! Ficava ela esperando a declaração, e ele rodeando, mas nunca indo ao ponto! Guardando p/ ele. Mas ele estava certo!

Haveria amor enquanto houvesse a POSSIBILIDADE de haver algo concreto entre os dois! Se houvesse DE FATO algo entre os dois, a chance desse amor acabar seria grande. E pior, nem a amizade sobreviveria. Eles aproveitaram a adolescência, viveram juntos, se amaram.

Da TV para os filmes, também não deixa de ser um sacrifício o que o David Aames fez, em Vanilla Sky, ao escolher voltar à vida, mesmo sabendo que todos os que conhecia estariam mortos, e sua vida seria difícil, bem mais difícil do que o sonho em que vivia. Ele amava tanto Sophia que ficou feliz sabendo que nunca mais a viu em vida, o que significava que ele não havia a assassinado. Na minha opinião, o diálogo mais triste de todos os tempos: ele, prestes a voltar à vida, e ela, um sonho dele, apenas.

Acho que as pessoas se enganam quando pensam que amam alguém. É difícil ver alguém que REALMENTE ama outra pessoa. Isso só pode acontecer se quem ama quiser o bem do amado. Quiser que o amado seja feliz, independente da situação. Na minha cabecinha, só isso é amor. Querer alguém p/ si não é amor, é obsessão. Querer a FELICIDADE de alguém, incondicionalmente, isso sim é amor.

De fato, eu realmente amo muitas pessoas, desinteressadamente. Não espero amor de volta. Apenas desejo e faço o meu melhor para a felicidade de quem eu amo!

"E nos encontraremos em outra vida, quando formos gatos". Em outra vida. Gatos!!!
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Quero falar muito mais sobre isso! Não quero nunca deixar de falar sobre amor!

2 comentários:

:: Flaren :: disse...

Incrível como eu nunca tinha pensado por esse lado: sacrifício. Sempre pensei que só eu estava sofrendo. Ainda mais quando conversava com o ex e ele sempre bem, com uma voz boa, indo às festas. E morrendo por dentro.

Eu ainda tô meio morta. Mas nós dois vamos sobreviver. = )

Mt bacana seu blog!

Anônimo disse...

Muitos amam e poucos sabem amar. Essa é uma afirmação surpreendentemente verdadeira, porque amar não combina com sofrer, chorar, controlar, jogar, atacar, mentir, ferir,etc.
O amor deveria representar em nossas vidas, um sentimento construtivo, gratificante e enobrecedor. Porém, o que presenciamos em nossas relações está bem distante disso. Na maioria dos casos, o que vêm à tona é a carência, a possessividade,a insegurança e diversos outros desiquilíbrios tão comuns à nós, seres humanos. Então,em nome de tudo isso, se mata, se magoa, se humilha.
Pode-se perceber que as pessoas se buscam para suprir um vazio interno e não para compartilhar sua plenitude. Acreditam que o outro tem o poder (e o dever!) de nos fazer feliz.
Ledo engano! Nós somos os responsáveis por nós mesmos. É do nosso eu, que devemos tirar a força, a resistência e o equilíbrio que necessitamos no dia-a-dia. A alegria
está presente somente dentro de nós, assim como o frio abismo e os monstros amedrontadores que nos rodeiam.
Cabe a nós, no entanto, escolher o que traremos à superfície da vida, para nos acompanhar nessa maravilhosa jornada