31 outubro 2006

Ditadura de Minorias - A questão do negro (parte 4)

Sabemos que a população negra é minoria no Brasil. Segundo o censo 2000, 53.8% da população declara-se branca, enquanto 6.2% declara-se negra, e 39.1% declara-se parda. Vide IBGE.

Classifica-se racismo, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa por:
(3) preconceito extremado contra indivíduos pertencentes a uma raça ou etnia diferente.
(4) atitude de hostilidade em relação a determinada categoria de pessoas

Nota-se que racismo não parte somente do branco para o negro. Qualquer um de nós que fazemos um comentário de humor sobre um negro é tão preconceituoso quanto qualquer um que faça uma piada de portugueses, gaúchos, mulheres, loiras, judeus, argentinos, paulistas ou cariocas. O que pode se extrair disso? É que humoristas deveriam ser imunes a processos. O Brasil tem o péssimo hábito de tratar humor como coisa séria, e coisa séria como piada. É rindo que se comenta sobre um caso de corrupção no governo. Mas é revoltado o comentário sobre determinado programa que foi punido na justiça por fazer alusão aos negros de forma pejorativa (obviamente, a TV já se defendeu, e converteu algumas piadas de programas humorísticos para loiras, ou portugueses).

Pois agora, até filmes são censurados (creio que isto que vou relatar é uma forma de censura). O novo filme da série Star Wars - Guerra nas Estrelas, foi adaptado em sua versão brasileira. Não existe mais "lado negro da força". Agora temos: "lado sombrio da força". No tópico sobre a Cartilha do Politicamente Correto farei mais comentários sobre isso.

Os negros estão tão preocupados com o racismo, então deveriam banir revistas que determinam racialmente seu público, camisetas com dizeres racistas, manifestações de diferenciação e demonstração de superioridade baseadas na cor da pele. Notem como estes três tópicos que citei se aplicam aos nazistas. Mas se os nazistas são vistos pela sociedade como a podridão da raça humana (o que é correto) por causa deste tipo de atitude, por que outros grupos podem?

Afinal, se eu criar uma revista chamada Raça Branca, voltada para o público branco, eu serei racista. Se eu andar com uma camiseta escrito "100% branco", eu serei racista. Se eu organizasse uma passeata e um Dia do Branco, ou um Movimento Branco, eu seria logo chamado de nazista.

E a igualdade?

26 outubro 2006

Ditadura de Minorias - A questão do negro (parte 3)

Além de todo o exposto anteriormente, como ficariam as pessoas que, mesmo pobres, se esforçam para passar em um vestibular? Estas pessoas merecem o respeito (mais respeito ainda que os capazes que estudaram em escolas particulares), pois são essas que realmente venceram a adversidade, que venceram a apatia, a falta de vontade, o hábito de somente reclamar e pensar em si mesmo - atos típicos do povo brasileiro. Estas pessoas são vencedoras, e nos mostram que é a vontade que traz resultados concretos. Por isso eu digo não à valorização baseada em fatores externos, e sim à vontade. Capacidade, todos temos igualmente, independente de cor, de crença, de qualquer fator externo.

Veja, não defendo que a universidade deva ser um privilégio das elites, mas um privilégio de quem tem a capacidade de alcançá-la por si só, e não por fatores externos (indicações, favorecimentos, diferenciais físicos). Defendo a meritocracia. Não são raros os casos de pessoas dedicadas que, mesmo pobres, tendo que trabalhar desde muito cedo, esforçam-se, e conseguem acesso às universidades mais concorridas do Brasil. O argumento de que o pobre é menos capaz do que o abastado só poderia ser utilizado por quem não se dedica, nem se esforça.

Afirmação Positiva
O objetivo dos grupos pró-negros, dizem, é uma maior miscigenação nas grandes áreas do conhecimento, que hoje tem como maioria a população de pele branca. Argumentam, para isso, que o negro foi excluído, foi escravo, e hoje ocupa a base da pirâmide social. Chamam este ato - de dar vantagens ao negro - de Afirmação Positiva.

Devo também discordar, até por pura coerência, deste argumento. Ora, eu, que nasci em 1983, quase um século após a libertação dos escravos, devo ser punido pelos erros que meus antepassados cometeram (no meu caso, nem meus antepassados cometeram esses erros, já que eles vieram da Itália, durante o século XX)?

E o negro da atualidade deve obter vantagens e espaços garantidos, mesmo que sem merecimento, por um erro que foi cometido contra seu longínquo antepassado? Ora, podemos ir mais longe, que a História nos mostrará que não foram os brancos que "caçaram" os negros na África para serem vendidos como escravos aqui. Eram os próprios negros (no caso, os vencedores de guerras tribais) que vendiam seus prisioneiros de guerra. Podemos então imputar uma punição aos próprios negros por isso? É mais criminoso quem compra do que quem vende?

Plágio

Odeio fazer plágio sem sequer saber que estou fazendo.
Claro, nesse caso não é um plágio, é uma coincidência, mas o mais famoso sempre tem mais credibilidade... Ó vida cruel.

Acontece que o
Inagaki escreveu algo sobre o mesmo assunto que é tema de meu post abaixo, e ainda colocou um vídeo de parte do episódio de Futurama que falava sobre o que eu falei. Assistam. E chorem.

O cão.

Quando você é criança, ele te acompanha, brinca e cresce contigo.
E você cresce e vai p/ escola, e ele te espera.
E você cresce mais e vai p/ a faculdade, e ele te espera.
Aí você arranja um trabalho, e não tem mais tempo p/ ele. Mas ele te espera.
Aí você sai de casa. E ele te espera.

Qual amigo esperaria tanto? Qual amigo VIVE em função de ti?
Ninguém percebe, pois parece que ele sempre estará lá quando você atravessar a porta, e sempre estará feliz (não é como as mulheres, que você não liga por 5 min, e elas estão reclamando). Não, ele SEMPRE estará feliz p/ vc.
Ninguém imagina o quanto ele sofre com a sua falta. Mas ele nem liga p/ isso. Ele aproveita o tempo que pode, ao invés de ficar arranjando briga pq vc chegou tarde.

Um dia ele morre.
Você atravessa a porta e não há mais o rabo balançando.
Talvez ele fosse a última ligação entre você e sua infância.
Talvez ele fosse o único ser que REALMENTE se importa com você TODO O TEMPO...
____

Ele ficaria feliz de estar ao seu lado por alguns minutos, mesmo que todo o resto do tempo estivesse sofrendo muito. Sentindo dores, doente, velho, cansado. Ele ficaria feliz com seu carinho. Mas é justo? Fazê-lo continuar sofrendo tanto? E é um sofrimento calado, esperançoso. Esperando voltar a ter você todo dia e toda hora. Esperando...

(retirado de uma discussão sobre o sacrifício dos animais doentes/machucados)

25 outubro 2006

GERALDO PRESIDENTE!

Campanha Geraldo Alckmin Presidente
E se o déspota vencer?
Tudo bem, ainda existe a Lei. O processo contra Lula ainda está correndo, e ele possivelmente perderá seu mandato.
Sim, será triste ver que o povo compactua com a corrupção que se instala.
Sim, será muito triste ver que o autoritarismo anda em alta (tem gente que preferiria uma ditadura militar novamente).

Mas ainda estou acreditando no Brasil. Quando não acreditar mais, bom, o azar é de quem fica! E o que manda é a Eleição. Pelas pesquisas, nem teria segundo turno!

ALCKMIN PRESIDENTE!

24 outubro 2006

Ditadura de Minorias - A questão do negro (parte 2)

Consequências das cotas

O que acontece quando, ao invés de resolver este problema, tomam-se atitudes como esta, de estipulação de cotas, é uma queda substancial na qualidade de ensino das universidades, pois a qualidade do ensino deve acompanhar a capacidade do aluno.

É claro, portanto, que a lista de aprovados, no regime de cotas, não contém realmente os que tiraram as melhores notas (os mais capacitados). O que aconteceria se metade de uma classe fosse incapaz de acompanhar um curso? Todos seriam prejudicados:
1. Os que realmente foram capazes: pois teriam uma diminuição na qualidade do seu aprendizado.

2. Os que entraram graças às cotas: pois seriam os responsáveis pela diminuição da qualidade de ensino.

3. Os que não entraram, ainda que tivessem melhores notas: argumentação óbvia. A pessoa estuda, esforça-se, tira uma nota melhor que outra, e esta outra entra, graças a um diferencial físico (que não é uma deficiência).

4. A universidade pública: em longo prazo pode haver uma migração da qualidade de ensino para as universidades privadas, e a reputação das instituições públicas certamente seria abalada.

5. O país: teremos profissionais menos preparados e qualificados dentre os novos formandos. Médicos, engenheiros, que não são realmente os melhores em suas áreas. Também, em longo prazo, teremos uma quantidade maior de pedidos de bolsas de estudos por parte dos alunos mais pobres, para ingressarem em universidades privadas, que serão pagas com recursos da União. Claro, pois qualquer pessoa quer estudar na melhor universidade.

Haveria, a longo prazo, um desmonte da instituição pública, e de sua reputação. Universidades federais não seriam mais reconhecidas como centros de grandes cientistas e pensadores. Então, para "resolver" (seria melhor dizer: para empurrar) este problema que seria gerado, seriam necessárias leis que obrigassem o Estado a custear o estudo de minorias nas universidades privadas, e todo o problema voltaria ao início, e não teria sido resolvido.

A (confusa) lógica petista

Agora o foco da campanha petista é dizer que Alckmin vai privatizar tudo. Diz que como o PSDB privatizou antes, fará novamente. E Alckmin que desminta.
Não vou nem falar que as privatizações tiveram um contexto específico e trouxeram muitas coisas boas ao país (você está na internet, navegando com linhas digitais ou banda larga, com seu celular aí do lado tem muito o que agradecer às privatizações).

Vamos falar apenas da lógica petista:
Alckmin é de um grupo que promoveu privatizações no passado, LOGO, privatizará novamente.
É de um mau gosto absurdo essa lógica ridícula. É uma falácia. E o pior: o presidente não tem nem vergonha de mentir desse jeito, e ainda dizer: 'Alckmin que desminta'.

Bom, vamos aplicar a mesma lógica ao PT e ver o que dá.
O presidente Lula e sua trupe promoveram a maior lambança, a maior corrupção que esse país já viu. A alta cúpula do partido, bem como do governo foram manchadas por ações criminosas de pessoas DO governo. Logo, Se Lula se reeleger, será um governo tão corrupto quanto já vimos.

Muito bem, estou gostando da lógica petista. Mais uma?
O presidente Lula é fundador do Foro de São Paulo, que tem como associado um grupo 'ilustre': as narcotraficantes e terroristas FARC. Logo, Lula reeleito fundará uma associação com a Al Qaeda.

Mais?
O presidente Lula duplicou seu patrimônio em 4 anos, e agora tem, declarados, 1 milhão de reais (isso sem falar que o apartamento que ele declarou em SBC como valendo 70 mil reais vale mais de 300, mas não entremos no mérito). Logo, o patrimônio de Lula quadruplicará caso ele seja reeleito.

O filho do presidente Lula passou de monitor de zoológico a empresário milionário durante a gestão Lula, LOGO, se Lula se reeleger, o filho de Lula será o secretário-geral da ONU.

Ai, ai, só petista mesmo...
(Vejam mais abaixo o post sobre suspensão de inteligência: A Chave-geral da Inteligência).

23 outubro 2006

Post urgente sobre a vida

Imaginem a musiquinha do plantão da Globo antes de lerem esse post.
Pronto, chega.

Estava eu numa discussão ainda inicial sobre deus onde lancei o seguinte:
"É possível unir deus à lógica se vc tiver fé. Só assim..."

Um teísta, que tem meu apreço mesmo sem saber disso, respondeu:
"Se você só tem fé, tudo bem neste caso.
Mas se você tiver o mínimo de inteligência, verá que existem outros meios.

Estude Robótica, faça um Doutorado se for necessário, e então bem observe uma simples formiga no chão por 1 hora, aposto que você ou fica louco ou passa acreditar em algo além de nós."

Bom, como disse, o respeito, pois ele é sempre objetivo e tem a mente aberta: não é um fanático religioso cego e burro, como o que motivou a discussão. Estou postando isso pq esse argumento que ele utilizou é algo comum no meio religioso. Então resolvi aproveitar p/ já respondê-lo. A discussão, tenho certeza, gerará novos frutos. Conforme ela se desenrolar eu decido se publico mais ou não.
Por enquanto, fiquem com a minha resposta ao argumento utilizado:

"Discordo. Eu acho que tenho um mínimo de inteligência. Estudei robótica (sou programador). Ainda não tenho doutorado (precisa disso p/ acreditar em deus?), e já vi as formigas andando.
Nem fiquei louco, nem passei a acreditar em nada mais.

Em primeiro lugar, é claro que se alguém faz uma igualdade entre desiguais, o resultado surpreenderá. Nossa tecnologia tenta copiar a natureza. Nós observamos a natureza, e tentamos copiá-la.
Mas esquecemos disso. Daí o pensamento imediatista: se nós fazemos robôs, eles se movem, alguns até têm raciocínios simples, então nós, complicadíssimos como somos, devemos ter demandado um baita engenheiro (este sim, com doutorado, certamente).
O que não é uma verdade: a vida teve 4 bilhões de anos p/ se formar e se moldar da forma que é hoje. Estima-se que TODAS as espécies vivas hoje representam somente 5% de toda a vida que já passou pelo planeta: ou seja, quantas espécies desapareceram por não terem conseguido se adaptar ao ambiente, que sempre está sofrendo alterações (às vezes de milhares de anos)?

Nada disso envolve um deus.
Há algo além de nós? Não sei, não existe nenhuma evidência. Até sobre discos voadores, somente temos teorias de conspirações, e nada concreto. Isso pq existe a possibilidade matemática de que exista vida fora deste planeta.
Imagine algo que somente cria novas perguntas...
'De onde veio o mundo? De deus, claro'. Será que quem acredita nessa resposta tem um bloqueio e não percebe a infinidade de perguntas novas que foram criadas com essa resposta?"

That's all folks!

22 outubro 2006

Ditadura de Minorias - A questão do negro (parte 1)

Nunca consegui entender qual a incapacidade do negro para ele precisar de cotas especiais para ingressar numa faculdade. Por causa da cor da pele ele não consegue estudar, ou reter o conhecimento adquirido nos estudos para passar em um vestibular normalmente, como qualquer outro vestibulando?

Ah sim, vão argumentar que a maioria dos negros é pobre, estuda em escolas públicas, e saem menos capacitados que quem estudou em uma escola particular. E o branco que estudou em escola pública, como que fica? E o negro que estudou em escola particular, tem dupla vantagem? E esta é a forma correta de resolver o problema?

Eu, humildemente, penso que um problema deve ser resolvido, não "empurrado" para debaixo do tapete. Creio que a forma correta de resolver este problema seria dar à rede pública de ensino básico a atenção (e verba) devida. Preparar os profissionais, estimulá-los; ter um regime de ensino mais forte. Atividades extracurriculares que façam o aluno se interessar pela escola. Ora, já é antigo: Quem faz a escola é o aluno.

Claro que uma investida como essa será inútil se não houver um contato maior com os pais dos alunos; um interesse maior pela vida privada do estudante, suas atividades fora da escola, seu relacionamento com amigos e familiares. Especialmente nos primeiros anos de vida escolar, os pais dão o estímulo da criança. A criança deve aprender a respeitar o corpo docente, mas, claro, para isso, ela precisa respeitar seus pais. Precisa de pais presentes, e que incentivem as boas ações, e corrijam as inadequadas, e que ensinem o valor do respeito. Isso só se aprende em casa.

Com ações realmente interessadas em resolver o problema, não precisaremos, no futuro, ter que estipular cotas para determinados grupos.

Somente o fato de existir uma escola paga já é uma afronta ao sistema público, e aos impostos que pagamos. Ora, se alguns se privam de algumas coisas para manter um filho em uma escola particular e cara, isso já mostra que há problemas no sistema público, e já é o suficiente para iniciar um processo de readequação desta rede de ensino.

Como mencionei, não culpo de todo o governo. A responsabilidade maior é da sociedade. Dos pais. Existe, na sociedade, uma idéia de que a culpa é sempre do outro, nunca é de si mesmo. Mais fácil ainda do que culpar o vizinho é culpar o governo, que não existe como uma pessoa, e sim como uma entidade.

21 outubro 2006

Dica

Nunca confie num vidente que atende o telefone perguntando:
- Quem fala?